Desafio: 7 dias escrevendo de tudo

Tive esta ideia quando li a seguinte reportagem, da revista Super Interessante: “Escrever faz você perder peso“. Calma aí, não se empolguem demais, gurizada! 😉 A reportagem traz uma daquelas pesquisas estatísticas que tentam correlacionar coisas que, aparentemente, não tem ligação nenhuma. Resumindo, a hipótese que regeu o experimento era de que o ato de escrever, para quem gosta, acaba diminuindo a ansiedade e a necessidade de comer para aliviá-la. Eu acredito que faz sentido, mas não que seja uma fórmula mágica para ajudar a emagrecer.

De qualquer forma, como iniciei o ano com o firme propósito de cuidar mais da minha saúde e alimentação, pensei que este poderia ser um exercício aliado na minha batalha contra os quilinhos extras adquiridos nos últimos 2 anos, acumulados justamente por ansiedade diante das mudanças bruscas que minha vida passou. E como eu nem gosto de escrever, hehehe #NOT. 🙂

A ideia é a seguinte: fazer posts diariamente, por uma semana. Como estou de semi-férias, não vou me esforçar para fazer posts técnicos ou rebuscados. A ideia é relaxar a mente descarregando tudo neste blog, apenas com a seguinte regra de disciplina: pelo menos 1 post por dia, nem que seja escrevendo que não estou a fim de escrever naquele dia.

Bom, caros leitores do blog (aliás, esse blog é tão introvertido que nem tem aqueles lances de “seguir”, né? Pior que nem sei como fazer isso, nunca procurei, hehehe), é algo super-hiper-mega pessoal. Eu poderia ficar escrevendo só pra mim, mas ao mesmo tempo acho legal escrever com a expectativa de que talvez alguém vá ler e emitir alguma opinião 😉 Eu sou uma escritora reprimida mesmo 😛

Pra terminar o post, vou colocar um dos meus poemas do meu livro secreto “Paquíndrome“, relacionado ao assunto:

Efalantes

Observei que os elefantes
Não são seres muito falantes.
Ah, se lhes "desse na telha"
De escrever nas suas orelhas
Tudo o quanto não falam...
Quantas páginas gigantes
Seriam as orelhas dos elefantes!!!

É isso. Em breve o post do primeiro dia.

Meu brinquedo novo: Tablet Bamboo Pen


fellowsheep desenhando

Meu auto-retrato do momento 🙂


A ideia deste post é eu escrever minhas primeiras impressões sobre o brinquedinho que eu desejava há anos ter: um tablet para desenhar 🙂 Pois bem, aproveitando a ida dos meus colegas pra Europa, pedi que eles me trouxessem o Bamboo Pen. Esclarecimento rápido: esse dispositivo existe aqui no Brasil, mas é bem mais caro. E como eu falhei de trazer dos EUA ano passado, então aproveitei para conseguir por um preço meio-termo, lá na Holanda 🙂

Pois bem, o bichinho é este aqui:


Bamboo Pen

Meu Bamboo Pen já configurado para canhotos 🙂



Foi extremamente fácil fazê-lo funcionar (só instalar o driver). Depois disso, comecei a diversão, testando ele no Paint, Inkscape e Corel (Draw e PhotoPaint). Tanto o Inkscape como o Corel possuem suporte a tablets, com ferramentas que imitam diversos tipos de canetas, lápis e pincéis. Esse suporte inclui desenhar um traço mais forte ou mais fraco  (ou mais fino/grosso) de acordo com a pressão que aplicamos na caneta. Lembrando que o Inkscape e o Corel Draw são softwares para desenho  vetorial, ao optarmos em utilizá-los com a sua ferramenta de curva “à mão livre”, tudo o que desenhamos  é transformado em curvas de Bézier, que podem ser editadas depois.  Com isso, não precisamos ter preocupação alguma se nosso traço não saiu bem como queríamos, já que podemos corrigir depois.

A adaptação ao dispositivo e aprendizado foi (está sendo) muito rápido. A área ativa do tablet é mapeada para a tela. A precisão é muito boa, reflete bem nossos movimentos com a caneta. E a captura é rápida. Porém essa rapidez varia um pouco com o tipo de ferramenta que se está usando. Ferramentas que vetorizam o desenho tem um desempenho menor, e fica mais difícil, por exemplo, escrever na velocidade normal (no meu notebook, pelo menos). Ferramentas que desenham pixels diretamente são mais rápidos, e aí você se sente quase que com um lápis. Talvez o que custe um pouquinho é  acostumar com a ideia de olhar pra tela e não pro tablet, mas no meu caso isso foi rápido também.

Dadas as minhas habilidades desenhísticas (extremamente amadora), meu primeiro encanto foi o de poder contar com a precisão do tablet para pegar meus traços e depois poder corrigí-los nas curvas de Bézier. Isso simplesmente aceleraria meu poder de desenhar fellowsheeps e elefantes de forma vetorial. Se você voltar ao post anterior, vai ver que, para tornar vetorial o meu logotipo, eu tive que ficar fazendo curvinha por curvinha, passando por cima do desenho. Com o tablet, agora tenho duas opções, que testei e considerei um sucesso:

  • rascunhar diretamente no computador,  e finalizar corrigindo as curvas que não ficaram 100% (foi o que eu fiz no desenho do topo deste post, o “auto-retrato”;
  • “vetorizar” meus desenhos manuais escaneados simplesmente “passando por cima” (claro, depois ajustando as curvas que não ficaram 100% também). Para isso, resolvi eternizar os meus “Borbolefantes”:



borbolefantes, by Rossana, 2007

Resultado da cópia vetorial dos Borbolefantes 🙂

Por questões de familiaridade (de anos), me acertei mais com o Corel. Claro, ele oferece muito mais opções de ferramenta de edição que o Inkscape, mas nas tarefas que realizei, acredito que o que pesou mais foi a familiaridade com o software.

Depois de brincar bastante com as curvas de Bézier editadas à mão livre, parti para o Corel Photo Paint para ver como é que se comportavam aqueles pincéis que imitam lápis de cor, giz de cera, canetinha, guache etc, que eu já conhecia de outras eras, mas sempre com o mouse. O Corel Draw e o Inkscape também fornecem alguns pincéis vetoriais, que são um pouco mais simples, mas tem a vantagem de serem vetoriais. No Photo Paint, eles criam bitmaps direto, mas os efeitos são impressionantes. Ainda mais podendo usar com o tablet e valendo-se da pressão, que nos permite pintar criando degradês como se fosse no papel!! Fiquei encantada 🙂


Lapis

Testando os diferentes tipos de "pincéis"do Corel Photo Paint



Por fim, o que posso dizer é que ADOREI meu brinquedo novo. Creio que ele me abre um universo novo pra explorar, além de acelerar o processo de criação dos meus desenhos.  Sei que com o tempo vou esbarrar nas limitações do meu Bamboo (ele não é perfeito!), mas por enquanto estou naquele “primeiro amor” 🙂

Desenho no Photo Paint, com o "lápis de cor"

Minhas influências elefantísticas

Talvez os grandes inspiradores de minha arte elefantística (desenhos e o livro):




e, claro, o principal:



É isso. Eu nunca precisei de alucinógenos, já não sei os caras da Disney…

Borbolefantes (Rossana Queiroz, 2007)


EXTRA! EXTRA!!! POST ATUALIZADO EM 09/09/2012 (apesar de já ter aparecido referências ao que eu vou falar antes)

No final de 2011, a banda Coldplay simplesmente GANHOU MEU CORAÇÃO FOREVER (eles já o tinham pela música Clocks e The Scientist) com o clipe da música Paradise. THE BEST CLIP EVER!!! \o/ <3 <3 <3