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Quem me conhece, sabe que eu sou uma pessoa do tipo “observadora”. Daquelas que em geral só fala quando sente que as pessoas realmente querem ouvir (eu detesto desperdiçar palavras). Não sou persuasiva, não sei forçar a barra pra ser notada no meio das pessoas, raramente sou o centro das atenções no grupo em que estou. Pelo contrário. Na agitação dos mais variados grupos, eu sou aquela que fica mais na margem, observando. Não me isolo, eu dificilmente nego um convite de estar em companhia de pessoas do meu meio social (a menos que esteja naquelas épocas de correria no semestre, hehe). E nunca nego um bom papo. Eu posso falar pouco em geral, mas eu gosto de conversar. Se eu sentir que as pessoas estão interessadas, eu falo, e aí falo bastante. E eu percebo que muitas pessoas gostam de me ouvir, porque elas vêem que meu habitual silêncio me faz perceber muitas vezes o que elas, em sua agitação, não percebem. Elas percebem que eu não sou só uma guria tímida e calada (eu sou um pouco tímida sim, mas meu silêncio muitas vezes não se deve a isso). Percebem que eu tenho PAZ de espírito, e não preciso ficar gritando coisas aleatórias no meio de uma multidão. Se tem uma coisa que meu tempo de vida me ensinou, foi aceitar minha personalidade e usá-la em benefício dos outros. E é sobre algumas impressões que eu quero falar hoje, impressões a respeito dessa agitação desenfreada das pessoas, gritos de socorro evidentes, mas que como são dados por tanta gente e ao mesmo tempo, parece que se anulam.
