As peças que nossa memória nos prega

Post curtinho, só pra registrar um causo acontecido essa semana. Estávamos minha irmã Janne e eu separando alguns bichos de pelúcia velhos para doar, guardados há tempos. Encontramos, então, minha hipopótama rosa de pelúcia, muito fofa. Sempre  dei nome aos meus bichinhos. Ao contrário da maioria dos meus outros bichos, não consegui, de jeito nenhum, lembrar do nome da hipopotamazinha.


Qual seria o nome dela?



Fiquei me remoendo. Não é porque eu não gostasse dela (eu gostava muit0), mas nada me ajudava a lembrar o nome da bichinha. Até que, no dia seguinte, eu estava com dor de cabeça e resolvi dar uma cochilada de tarde. De repente, no meio da “cochilada”, surge uma luz! Não, eu não lembrei do nome da hipopótama. Mas lembrei que, na época em que ainda brincava com ela, eu havia feito um desenho, um retrato dela junto com uma zebrinha de pelúcia que eu também tenho.  Abortei minha soneca e fui até minha pasta de desenhos favoritos da infância/adolescência. Achei o desenho.

O retrato


E, para minha alegria, como na época eu era super organizada e colocava nome, data e título em cada uma das minhas obras, pude descobrir o nome dela.

Informação histórica provida por uma menina visionária 😉


Código Rossânico Revisto e Atualizado ;)

Vou tentar escrever um post-relâmpago curtinho (pfff..) só pra cobrir uma falha deste blógue. Estava eu dando uma relida nos meus posts (divertidíssimo.. O QUÊ, NÃO ACHA?? GRRR… :P) , e percebi que, logo no primeiro post, eu menciono o rígido e cruel Código Rossânico de conduta, e depois não volto a falar dele!!! Que falha horrível, imagina a cabeça de meus leitores, diante deste buraco-negro deixado por mim!! Hehehe 😀

Pois bem, pensando aqui com meus botões (coisa que eu mais faço nessa vida), acho que ele não foi mais mencionado justamente porque… eu me libertei dele!!! OK, vamos com calma: eu não quero dizer que deixei meus valores e estou a viver loucamente, tampouco ele deixou de existir. Só entendo que, dada a minha evolução ocorrida “aos trancos e barrancos” nos últimos meses (um tanto forçada pelas circunstâncias adversas da vida), precisei rever e de certa forma atualizar muitas coisas — maneiras de pensar — da minha vida.

Eu sempre fui uma guria extremamente seguidora de regras em geral. Mais por comodismo mesmo, sou daquelas pessoas que (infelizmente, às vezes) paga pra não se incomodar. Só que com esta última chacoalhada que a vida me deu (vai fazer 1 ano em abril), foi necessário descobrir se tudo o que eu fazia eu fazia por convicção ou só por comodismo. E isso deu uma reviravolta daquelas.  Algumas questões, como fé cristã, eu já desenrolei aqui no blógue. Outras ainda soam meio bobas, um tanto confusas… Já em termos práticos, o que percebo é que melhorei em muitos pontos (estou mais segura, no geral), mas em alguns eu perdi um pouco do antigo “brilhantismo”, talvez porque coloquei em xeque até a  minha auto-disciplina. No entanto, tenho consciência de onde está falho, e pretendo de agora em diante ser disciplinada por convicção 🙂

Enfim, o legal disso tudo é que o Código Rossânico continua, em sua essência. Mas agora em edições permanentemente sendo revistas e atualizadas. 🙂

Fellow Sheep 10 anos!

Não posso terminar o ano sem escrever um post sobre a minha mais querida criatura,  que completou 10 anos de “vida” agora em 2010… a




Muitos devem achar curioso o meu nickname fellowsheep, e até meio antiquado, já que eu não sou mais uma tãão novinha pra usar nicknames. Pois bem, pra quem não sabe, a Fellow Sheep é muito mais do que um nickname de uma guria cheia de sonhos. Ela é uma personagem que criei há pouco mais de 10 anos atrás. Na época, eu tinha entre 17 e 18 anos (eu não tenho anotado o dia preciso de sua criação, apenas o ano em minha assinatura do desenho), e sonhava em criar um personagem estilo Smilingüido, pra levar as coisas boas de Deus para as pessoas.

Pois bem, eu sempre fui uma pessoa de não muitas palavras faladas (a menos que me dêem abertura — aí eu falo, hehe), mas que sempre gostou de expressar através de algumas formas de arte (escrita, desenhos, música) seus sentimentos. E apesar de gostar de desenhar, eu entendo que meu talento não é dos mais desenvolvidos. Por isso, os traços da Fellow Sheep são muito simples: uma ovelhinha de corpo redondo, com uma cabecinha exibindo dois olhinhos ovais muito expressivos (na época eu não me dei conta, mas hoje eu sei daonde veio a inspiração, hehe), quatro patinhas que com algum esforço aparecem por baixo do corpo fofo e um rabinho.  Você pode ver o making-of da Fellow Sheep >> AQUI <<

Primeiras fellowsheeps

Seu nome, Fellow Sheep (algo como “ovelha companheira” em inglês), veio de um trocadilho que eu fiz inspirado por uma música que eu gosto muito, a “Sweet Fellowship” (Doce Comunhão), do grupo Acappella. Gosto bastante das músicas desse grupo, e em especial lembro-me do meu pai Gilberto ao ouvi-lo — era um dos grupos musicais favoritos do meu pai. Portanto, traz doces recordações do homem mais parecido com Jesus que eu conheci.

O tempo foi passando, e em abril de 2002 eu lancei a página da Fellow Sheep, com mensagens bíblicas para as pessoas enviarem umas às outras. A página foi muito visitada, e recebeu visitas ilustres, como por exemplo a da Marcia d’Haese, criadora do Smilingüido e Mig & Meg. Fiquei muito contente com o feedback das pessoas que visitavam o site, soube que a Fellow Sheep abençoou a vida de muitas pessoas.

Mas claro, o tempo passa… A menininha cheia de sonhos cada dia mais precisou assumir mais e mais responsabilidades e compromissos (cresceu, hehe), e a Fellow Sheep, apesar de jamais esquecida, está há algum tempo sem atualizações significativas. Dei umas boas atualizadas em 2008, inclusive mudando o endereço e migrando para meu host. Desde essa época, a página encontra-se em http://fellowsheep.wait4.org/fellowsheep/. Os anos de 2008 a 2010 talvez tenham sido os de menos atenção à Fellow Sheep, devido ao Mestrado e ao cuidado que tive que prestar à minha mamãe, durante sua doença. Mas tudo tem seu tempo.

Minhas últimas brincadeiras foram uma tentativa de modelar a Fellow Sheep em 3D, usando o software Wings 3D e animá-la no Blender. Mas são trabalhos ainda muito preliminares. Meu sonho é retomar essa linha, já que corresponde à minha formação profissional. Minha ideia é fazer um curta-metragem com mensagem cristã (passar valores cristãos às pessoas), e um ou mais jogos. Mas ainda não consegui recursos (em especial, tempo) para levar adiante o trabalho.

Enfim, não desisti desse projeto. Tem coisas que Deus nos presenteia, eu considero a Fellow Sheep um presente de Deus. Muito me alegro em desenvolvê-la, e espero principalmente passar essa alegria e mensagens boas para as pessoas. Mesmo aos meus amigos ateus, que podem achar esse tipo de coisa tendencioso (tudo bem, de certa forma é mesmo, pois prega uma mensagem em específico). Mas é uma coisa de coração para corações, com a melhor das intenções, através de um bichinho simpático e baseado nas experiências de vida dessa que vos escreve: uma Fellow Sheep 🙂