A ideia deste post é eu escrever minhas primeiras impressões sobre o brinquedinho que eu desejava há anos ter: um tablet para desenhar 🙂 Pois bem, aproveitando a ida dos meus colegas pra Europa, pedi que eles me trouxessem o Bamboo Pen. Esclarecimento rápido: esse dispositivo existe aqui no Brasil, mas é bem mais caro. E como eu falhei de trazer dos EUA ano passado, então aproveitei para conseguir por um preço meio-termo, lá na Holanda 🙂
Pois bem, o bichinho é este aqui:
Foi extremamente fácil fazê-lo funcionar (só instalar o driver). Depois disso, comecei a diversão, testando ele no Paint, Inkscape e Corel (Draw e PhotoPaint). Tanto o Inkscape como o Corel possuem suporte a tablets, com ferramentas que imitam diversos tipos de canetas, lápis e pincéis. Esse suporte inclui desenhar um traço mais forte ou mais fraco (ou mais fino/grosso) de acordo com a pressão que aplicamos na caneta. Lembrando que o Inkscape e o Corel Draw são softwares para desenho vetorial, ao optarmos em utilizá-los com a sua ferramenta de curva “à mão livre”, tudo o que desenhamos é transformado em curvas de Bézier, que podem ser editadas depois. Com isso, não precisamos ter preocupação alguma se nosso traço não saiu bem como queríamos, já que podemos corrigir depois.
A adaptação ao dispositivo e aprendizado foi (está sendo) muito rápido. A área ativa do tablet é mapeada para a tela. A precisão é muito boa, reflete bem nossos movimentos com a caneta. E a captura é rápida. Porém essa rapidez varia um pouco com o tipo de ferramenta que se está usando. Ferramentas que vetorizam o desenho tem um desempenho menor, e fica mais difícil, por exemplo, escrever na velocidade normal (no meu notebook, pelo menos). Ferramentas que desenham pixels diretamente são mais rápidos, e aí você se sente quase que com um lápis. Talvez o que custe um pouquinho é acostumar com a ideia de olhar pra tela e não pro tablet, mas no meu caso isso foi rápido também.
Dadas as minhas habilidades desenhísticas (extremamente amadora), meu primeiro encanto foi o de poder contar com a precisão do tablet para pegar meus traços e depois poder corrigí-los nas curvas de Bézier. Isso simplesmente aceleraria meu poder de desenhar fellowsheeps e elefantes de forma vetorial. Se você voltar ao post anterior, vai ver que, para tornar vetorial o meu logotipo, eu tive que ficar fazendo curvinha por curvinha, passando por cima do desenho. Com o tablet, agora tenho duas opções, que testei e considerei um sucesso:
- rascunhar diretamente no computador, e finalizar corrigindo as curvas que não ficaram 100% (foi o que eu fiz no desenho do topo deste post, o “auto-retrato”;
- “vetorizar” meus desenhos manuais escaneados simplesmente “passando por cima” (claro, depois ajustando as curvas que não ficaram 100% também). Para isso, resolvi eternizar os meus “Borbolefantes”:
Por questões de familiaridade (de anos), me acertei mais com o Corel. Claro, ele oferece muito mais opções de ferramenta de edição que o Inkscape, mas nas tarefas que realizei, acredito que o que pesou mais foi a familiaridade com o software.
Depois de brincar bastante com as curvas de Bézier editadas à mão livre, parti para o Corel Photo Paint para ver como é que se comportavam aqueles pincéis que imitam lápis de cor, giz de cera, canetinha, guache etc, que eu já conhecia de outras eras, mas sempre com o mouse. O Corel Draw e o Inkscape também fornecem alguns pincéis vetoriais, que são um pouco mais simples, mas tem a vantagem de serem vetoriais. No Photo Paint, eles criam bitmaps direto, mas os efeitos são impressionantes. Ainda mais podendo usar com o tablet e valendo-se da pressão, que nos permite pintar criando degradês como se fosse no papel!! Fiquei encantada 🙂
Por fim, o que posso dizer é que ADOREI meu brinquedo novo. Creio que ele me abre um universo novo pra explorar, além de acelerar o processo de criação dos meus desenhos. Sei que com o tempo vou esbarrar nas limitações do meu Bamboo (ele não é perfeito!), mas por enquanto estou naquele “primeiro amor” 🙂









