Querido diário,
hoje tive mais um dia normal. Nada de extraordinário aconteceu. De manhã levantei cedo, fiz meus exercícios, depois fui para o laboratório continuar minha implementação pro Doutorado. Durante a aula de bike, de manhã, o instrutor ficou colocando músicas pseudo-gauchescas e, duas vezes, quando iria começar músicas do Coldplay, ele as pulou. Grrr.. >.< Uma delas era a “Clocks”, a outra eu não lembrava o nome, então cheguei em casa e procurei endoidecida por ela. É a “In my place”. So cute. Eu sei que as musiquinhas deles são meio deprês, mas é um deprê esperançoso.
“A esperança é um urubu pintado de verde”, dizia Mário Quintana. Eu adoro essa analogia. E ele também escreveu, em outro momento: “Eu te amo como se ama um cachorrinho verde”, que eu parodiei certa vez nos meus poemas: “Eu te amo como se ama um elefantinho verde”. Pode não ter nada a ver, mas eu enxergo isso como uma espécie de esperança dos suspirantes poetas de um dia terem seus amores correspondidos.
Ontem eu ‘tuitei’ o verso que mais gosto na música “The Scientist” (também do Coldplay): “Questions of science, science and progress Don’t speak as loud as my heart”. Na verdade, esta é a parte dessa música que eu mais me identifico, porque o resto é ele pedindo pra recomeçar com seu amor, que ele não soube dar a devida atenção. Eu não tenho nada a recomeçar, mas apenas penso que às vezes as questões da “ciência e progresso” não deixam meu coraçãozinho avançar…
Meu coraçãozinho às vezes clama por menos ciência e mais poesia.
E sim, eu o amo como se ama um elefantinho verde. <3
E me despeço por hoje, coincidentemente, reparando para minhas unhas verdes (me dei por conta no final da escrita do post heheh). 😉






