Idéias namorísticas rossânicas

O post anterior talvez tenha dado um ar de que eu estava deprê por situações amorísticas. Não que isso não estivesse incluido no pacote, afinal estou sozinha, mas afirmo-lhes que não é o que mais me preocupa(va) no momento. Graças a Deus (sim, a Ele mesmo!) eu estou bem melhor. Estou exercitando mais a minha fé nesses últimos dias, e isso tem sido muito bom. Vamos dizer assim, que meu coraçãozinho está fechado para reformas, até eu me considerar 100% e com condições de fazer alguém feliz. Então vou aproveitar que não estou mais tão “deprê” e estou num estado amorístico que eu considero  “neutro” (portanto, não é meu intuito lançar “indiretas” por meio deste post) para escrever algumas coisas que eu penso sobre o amor e rituais namorísticos:
  1. Seja por “predestinação” ou simplesmente pela “química dos corpos”, eu acredito que, quando é pra acontecer, acontece. Naturalmente. Por isso que quando eu começo a pensar demais, ver prós e contras, logo percebo que não é. O melhor é não se estressar: (“será que fulaninho gosta de mim…?”, “será que a gente combina?”, “será que…?” ). Se for pra acontecer, vai acontecer. Sou contra forçar a barra e “tentar por tentar”.
  2. Pra mim, estes são os papéis de cada um: a fêmea apenas seduz (isto é, tenta chamar a atenção para si) e o macho toma a iniciativa. Pode acontecer do macho ser seduzido sem a fêmea ter propositalmente chamado a atenção. Nesse caso, o macho precisa conquistá-la, explicitando o seu interesse, sendo gentil e etc. E se a fêmea falhar na sedução, ela até pode sutilmente tentar conquistá-lo, mas sem trocar o papel. Atacar, nunca. É muito deselegante. Macho que é macho, e que tem interesse de verdade, pode ser o mais tímido de todos, mas vai tomar a iniciativa sim. Pode ser careta e quadrado, mas é assim que eu penso.
  3. Beijo na boca é um carinho tão bonito, um momento especial e único, mas que foi tão banalizado… Vejo a gurizada, recém saindo das fraldas, começando cada vez mais cedo e sem dar valor nenhum, simplesmente para auto-satisfação e status. Acho isso lamentável. E se eu penso assim já sobre o beijo…
  4. Ainda tenho dúvidas do que é melhor: “os opostos se atraem” ou “os iguais se completam”… Mas de uma coisa tenho certeza: um casal precisa ter cumplicidade (palavrinha-chave para meu próximo relacionamento) nas ações e respeito quando os pensamentos divergem. Sem isso, nem pensar em ir adiante numa relação. É necessário haver diálogo e transparência nos sentimentos, em ambos os lados. Normalmente, os homens são mais fechados, é mais difícil “descascar a cebola”. Nessa hora é preciso ter tato, e nunca pressionar. E acho interessante sim, em alguns aspectos de personalidade, os dois terem características diferentes, mas que existindo o respeito, tornam-se complementares e deixam o casal mais completo.
  5. Namoro é uma fase de conhecer a pessoa que mexeu com você. É uma amizade com direito a carinhos-extra 😉 Não é definitivo ainda (tem volta), mas ao mesmo tempo, é um compromisso que se assume visando algo mais sério (viver ao lado da pessoa amada, para sempre). E por isso, não se deve esconder/mascarar quem você é. Casamento é uma aliança, um acordo que se faz se comprometendo a estar ao lado da pessoa pelo resto da vida. Pois bem, hoje este acordo pode, legalmente, ser desfeito. Mas ainda assim, acho um absurdo alguém casar pensando “ah! se não der certo, separa..!”. Ao meu ver, se você pensa assim, que não case com aquela pessoa. Case só com quem você sentir que será pra sempre. Você pode até se enganar, mas é mais provável que dê certo se você acreditar e se esforçar pra ser assim. Relacionamentos desgastam, e precisam de manutenções. Quem quer que seja pra sempre, vai se esforçar mais para tornar a relação eterna.
  6. Paixão é repentina e passageira. Mas, ao meu ver, são as enzimas para o amor :). O amor é um processo, em si, mais demorado (mas que pode ser devidamente catalizado pela paixão). Enquanto a paixão pode ser comparada a uma função descontínua e às vezes até periódica, o amor é uma função contínua e crescente (lá estou eu tentando matematizar a coisa… :P). Ainda assim, conseguimos confundir as coisas…
Sempre quis listar essas coisas. Quem me conhece mais a fundo, já sabe que eu penso assim. Mas eu nunca tinha organizado e listado assim, tudo de vez. Tudo o que está escrito aí são coisas simples, e que no entanto não são do senso comum dos humanos em geral. Você não precisa concordar comigo. É apenas a visão rossânica sobre o assunto.
Quero ver se começo a colocar posts mais técnicos também no blog… mas é que minha vida é tão intensamente técnica, que dou as escapadinhas sentimentais aqui…

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