A Clássica e Filosofal Retrospectiva

Há dias estou com vontade de escrever. Muitos sentimentos se revolvendo aqui dentro. Mas final de semestre é complicado, tanto para alunos como pra professores. E para quem é os dois, como eu, então… Adoro essa dupla jornada, mas é bastante cansativo em alguns momentos. Porém, foi uma das decisões mais felizes que tomei nos últimos tempos. Apesar de eu ter começado a dar aula em 2009/2, este ano foi decisivo, no momento em que eu fui obrigada a escolher, por causa da exigência (na época) de dedicação integral da bolsa CAPES: dar aula na Unisinos (meu sonho) ou bolsa integral? Optei pela Unisinos, e não me arrependo. Dar aula é um aprendizado contínuo. Sei que ainda tenho muuuuito a melhorar, mas também estou certa de que evoluí bastante. E o feedback de alguns dos meus alunos me deixa mais convicta disso.

Bom, 2010 foi um ano de altos e baixos. Ou baixos e altos, se eu for colocar cronologicamente. Aliás: altos, baixos e altos. Começou bem, com a defesa do meu Mestrado em meados de março. Agora sou Mestre (link da dissertação em breve) 🙂 Mas o momento já era de grande apreensão em minha vida familiar.. Não vou me estender muito na retrospectiva, até porque ela poderia ficar bastante depressiva, se eu enfatizasse algumas partes. Quem me conhece ou leu posts anteriores, sabe que o fato mais marcante desse ano pra mim, infelizmente, é muito triste. A perda da minha mãe, em abril, é algo que ainda dói demais. Além de mãe, ela era minha melhor amiga, junto com minha irmã. Minha irmã casou no final do ano passado e minha mãe partiu em abril deste ano. Portanto, pela primeira vez na vida, eu soube o que era solidão em alguns momentos… E nessas horas que, mais uma vez, pude perceber o quanto vale a pena confiar em Deus. Creio que minha fé nEle me deu forças para prosseguir a jornada, ainda que mancando bastante. Tentei manter a minha filosofia de vida, tentando sempre dar o melhor de mim. Mas tenho certeza que este golpe comprometeu bastante a qualidade do que eu fiz este ano. Tem coisas que só o tempo recupera. Agradeço a Deus e a todas as pessoas que Ele colocou na minha vida que me ajudaram a me manter em pé. 🙂

Vamos então falar dos altos. De repente, em julho, minha orientadora faz o seguinte convite: “Ro, vou tentar levantar fundos pra tu ires no IVA junto comigo, aceitas?”. E eu mais do que depressa aceitei! E aí disso tudo rendeu minha primeira viagem internacional, para os EUA em setembro (relatado >> AQUI << ). Foi uma correria. Eu nem passaporte tinha, muito menos visto. Mas fui atrás e deu tudo certo. No final, surgiu outra viagem para minha orientadora e então tive que ir sozinha! Mais um desafio daqueles para a pequena Ro. Foi um sonho realizado! E que deixou saudades… (não vejo a hora de viajar pra lá de novo).

Ponderando, tudo o que aconteceu este ano acabou servindo para um amadurecimento e tanto da minha parte. Ainda que eu não seja assim, tão novinha, até abril eu era uma menina bastante super-protegida e completamente dependente da minha família. Eu não queria que fosse através de algo tão radical, mas foi como aconteceu, definitivamente, o corte do cordão umbilical em minha vida. Puft! Tive que assumir minha posição de adulta, começar a me sustentar e a me virar sozinha. A viagem em setembro foi o teste de fogo de tudo isso. Mais uma vez coloco: em todo momento eu busquei a Deus pra me guiar nas escolhas.

Aliás, é imprescindível eu colocar as questões de fé neste post. Um ano tão intenso, obviamente, mexeu muito com minha percepção “da vida, do universo e tudo mais”. E eu vivo num meio extremamente cético, formado com uma parcela bastante significativa de ateus e agnósticos que, somado aos acontecimentos negativos, me fizeram repensar muitas coisas neste ano.. Pessoas que eu admiro muito, e que gosto demais de conversar, pois apesar de, teoricamente pensarem de maneira oposta a minha, eu me surpreendo com o quanto temos em comum. E ressalto que, mesmo que não concordasse com nada que elas dissessem, respeitaria a opinião dessas pessoas, que procuram da forma mais imparcial possível buscar a verdade. E ainda concordo: muitas pessoas rotuladas como “cristãs” têm envergonhado a sociedade, já há muito tempo. No entanto, eu continuo convicta de que fé e ciência podem viver em harmonia. Claro, no meu caso, tudo depende de colocar não como hipótese, mas como premissa de vida a existência de Deus. Ainda que eu colocasse como hipótese, até hoje nunca cheguei a uma redução ao absurdo que a refutasse. Resumindo, o que eu quero dizer é que, passada a tormenta, posso dizer com tranqüilidade que minha fé continua fundamentada na mesma Rocha.

Resumo dos resumos: foi um ano inTENSO, que transformou essa que vos escreve de uma menininha cheia de sonhos para uma menininha cheia de sonhos mais madura. Finalizo ainda com a frase que usei como quote no início do capítulo de Considerações Finais do meu TCC (2007):

“No fim dá tudo certo, ou tão errado, que funciona.”
— LUIS FERNANDO VERISSIMO

2010 rulezzzzz!!

Alguns snapshots do ano

Álbuns do Picasa:


Defesa Mestrado


NiverMamae2010


RetiroMoverMais2010


SIBGRAPI2010


Philadelphia2010


NiverDaRo2010

One thought on “A Clássica e Filosofal Retrospectiva

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