Não me considero desleixada, mas sou simples, prática. Quem me conhece, sabe que uma baby look, calça jeans e tênis é o meu visual básico e praticamente único (apesar de eu ter no meu armário outras opções, acabo naturalmente indo nessas). Eu sou daquelas que, quando gosto de uma peça de roupa em uma loja, às vezes compro duas ou três iguais, no máximo variando a cor. Nunca pintei o cabelo, nem me maquiei ou fiz as unhas em salão (só em casa). Furei minhas orelhas com 22 anos. Não que eu deva a alguém, mas a explicação que eu encontro pra isso é que eu nunca fui ligada nessas coisas de moda, rituais de embelezamento etc. Certamente grande parte disso foi influência da minha mãe. Minha mãe foi quase uma hippie, nesse sentido. Para terem idéia, ela casou de cara limpa, só com um brilhinho nos lábios. E foi uma das noivas mais lindas que vi até hoje. Mas enfim, nunca tive estímulos para essas coisas vindo da família. E nunca fui de dar tanta atenção ao que minhas amiguinhas da escola usavam ou deixavam de usar.
O que fazer com a casca
Este post é voltado ao público feminino (apesar de serem minoria em meus seguidores do twitter, onde divulgo este blog). Portanto, é com vocês, meninas. Meninos, xô por hoje! 😉 😛
Um dos meus desafios, nesses últimos tempos, tem sido tentar ser um pouco mais arrumadinha, valorizando um pouco mais a casquinha do meu ser. Apesar de eu considerar muito mais importante nossa beleza interior, eu entendo que nosso exterior, e o cuidado que temos com ele, não deixa de ser um reflexo de quem somos por dentro e do quanto que nos gostamos.
Eu acho bonito uma mulher bem produzida. Mas sem exageros: nada que a deixe com aspecto artificial. Eu curto aquela idéia de usar a maquiagem apenas para dar uma tapeada nos pontos fracos e realçar os pontos fortes. No meu caso, em especial, eu tenho toda a questão da cicatriz do rosto, que se eu quisesse “apagar” teria que “rebocar” muito, com base, corretivo… essas melecas. Nesse ponto, eu opto por não escondê-la. É uma marca que a vida deixou na minha face, e que eu aprendi a lidar desde minha adolescência. De fato, foi bastante duro, aos 11 anos (puberdade), praticamente ter metade do rosto retalhado (o estrago foi bem grande, atingiu pele, nervos e ossos). Pra quem não sabe, a cicatriz que tenho no lado direito do meu rosto é fruto de um acidente de carro muito grave que sofri em 1994, com toda a minha família e em que meu pai foi recolhido. Mas se tem uma coisa que eu considero bem resolvida e superada em minha vida é a questão dessa cicatriz. Apesar de eu ter consciência de que não sou um padrão de beleza feminina, e que as seqüelas do acidente deixam o meu rosto um tanto assimétrico, eu gosto da imagem que vejo no espelho todos os dias. 🙂 E isso não me impediu de ter admiradores!!! Aliás, se a cicatriz (só ela, não tô falando da minha aparência natural, que pode sim não ser do agrado de muitos rapazes, mas daí “góstos são góstos”, e “góstos não se discóte”) for o motivo de algum potencial pretendente me rejeitar, é porque ele não vale a pena ser meu pretendente.
Voltando às arrumações. Apesar de não ter sido muito influenciada, eu admiro muito as mulheres arrumadinhas. E, aos poucos, estou tentando melhorar um pouco essa “embalagem” que envolve o meu ser. Tem sido um processo gradual, com alguns altos e baixos. Mas em especial logo após a partida da mãe, achei importante tentar manter a aparência legal, ainda que a tristeza abalasse visivelmente meu semblante. Na Bíblia, tem um versículo que diz que “o coração alegre deixa o rosto mais bonito”. Como eu não estava alegre, tentei pelo menos manter um visual agradável aos olhos das pessoas que me cercam. Aos poucos a alegria retorna, e espero que isso se reflita na minha aparência naturalmente. Mas posso dizer que isso me ajudou a começar a me disciplinar mais aos cuidados com a beleza.
Tenho aprimorado meu algoritmo de maquiagem. Até já busquei na internet dicas para meu tipo de rosto: como tenho um bocão (lábios grossos), tenho que cuidar pra não usar nada berrante neles, senão viro “só boca”. E os olhos também são meio complicados: eles são pequenininhos, meio de “peixe-morto”. Aí eu aprendi que não devo usar lápis em baixo (senão diminui mais), só em cima. Meus cílios são curtinhos e retinhos, aí minha amiga Ju me recomendou aqueles aperelhinhos medonhos, chamados “curvadores de cílios”, que deixam os cílios levantadinhos, o que no meu caso fazem eles aparecerem (ainda que bem tímidos). E depois usar uma máscara pra cílios (“rímel”), pra realçar. E é basicamente isso que eu uso, mais um ‘pouquinho de nada’ de base/corretivo só pra deixar a pele num tom mais uniforme, já que a adolescente de quase 30 anos aqui ainda tem espinhas ( e como sou branquela, qualquer espinhazinha é um ponto vermelhão >.<). Mas faço o possível para não ficar aquela camada de “reboco” visível. Acho muito feio isso. Também comprei um protetor solar sem óleo pra usar no rosto (da Nivea). Mas uso pouco. Pego tão pouco sol… e é uma meleca, não adianta. Aceito sugestões de protetor bom e não melequento. Em relação à oleosidade (herdada da mamãe), o que me conforta é que vou demorar a ter rugas. Mas tem o incômodo das espinhas, que eu tento tratar localmente (a linha Nivea Young e da Loreal são ótimas).
Quanto às roupas, eu andei fazendo umas belas comprinhas nos últimos meses. Mas minha atenção com o vestuário não evoluiu tanto como com a maquiagem. Minha tendência é usar sempre as mesmas roupas durante a semana. Dois fatores contribuem: 1) como na Unisinos e na PUC preciso caminhar bastante nos câmpus, é muito ruim usar sapatos que não sejam baixinhos. E mesmo os baixinhos às vezes são desconfortáveis (tive uma péssima experiência de um sapato baixinho da Via Uno — e eu sempre gostei dessa marca — que detonou meus calcanhares recentemente 🙁 ). Então acabo preferindo os tênis, o que acaba me impedindo de usar blusas mais sociaizinhas. 2) Dei uma engordadinha daquelas nesse inverno. Contabilizo uns 5 kg… :/ Creio que é resultado da perda da mãe, virada total na vida (independência, responsabilidades extra…), fora o inverno (frio me dá MUITA FOME). Aí tem coisas que não ficam mais tão bonitas de se usar… Tipo, antes eu não me preocupava se a barriguinha aparecesse (apesar de não mostrá-la propositalmente) ou marcasse, pois ela era afundadinha… agora ela cresceu e apareceu… 😛 “Oooi Rossana! Eu sou sua barriga!!!” Estou me esforçando para me disciplinar na alimentação, e espero corrigir isso agora no verão (que dá MENOS FOME, e isso ajuda). E quero recomeçar a natação… adoro nadar.
Quanto aos cabelos, estou num dilema. Meus cabelos, outrora lisos (nunca foram escorridos, mas eram lisos) resolveram ficar mais ondulados e rebeldes nesses últimos anos. E aí eu resolvi cortar eles mais curtos (no ombro), e o resultado não foi nada bom: se eu não espichar eles com secador, fica uma coisa muito esquisita. Não preciso fazer uma escova e ficar horas com o secador. Como eu não tenho muito cabelo (herança da família da mãe também) e eles tendem a ser lisos, só preciso secar eles e espichar com um pente ou com os dedos mesmo, e eles já alisam. Mas sem isso, com o cabelo curto eu fico com ele armado (playmobil) e com cachinhos na pseudo-franja. Além disso, como eu tenho cabelo (couro cabeludo) oleoso, tenho sempre que regular a hidratação dos fios. Shampoos para cabelos oleosos ressecam os cabelos. Já tentei vários, de vários preços. Aí eu tenho que contrabalancear isso com creminhos e condicionador, aplicados a partir de mais ou menos uns 10cm da raiz (senão deixa o couro cabeludo 0leoso). Até comprei um creme de tratamento mais “power” da Dove, e tenho usado com touca metálica 1 vez por semana. E… os brancos começaram a dar as caras!! Tem dias que eu enxergo uns fiozinhos metálicos querendo despontar. Por enquanto são bem pouquinhos, nem sempre aparecem. Mas eu não tenho coragem de arrancar (já que tenho pouco cabelo)… Acho que até o fim do ano meus cabelos conhecerão a tinta… E aí vou precisar de dicas e mais dicas sobre o complicado universo de tinturas/shampoos colorantes etc.
E quanto às unhas, estou tentando fazer em casa, de 1 a 2 vezes por semana… Mas confesso que é difícil e muito chato. Até me empolguei e fiz a tal da francesinha duas vezes seguidas, mas haja coordenação motora! Acho que vou me render e chamar minha vizinha pra se encarregar dessa árdua tarefa pra mim, ainda que isso custe meu “rrrico dinheirinho” (voz de Tio Patinhas). Pra finalizar meus relatos, eu tenho uma dúvida!! Depilação. Tá, antes que arregalem os olhões, eu sempre me depilei, só que em casa também. Queria saber: quais são as vantagens/desvantagens de usar cera fria ou quente? Até hoje só usei a fria nas pernas. Acho chatinho e melecoso. Um pouco doloroso também. A quente eu só experimentei nas sobrancelhas (em salão — isso eu já fiz fora! 😉 ). Os “sovacos” eu vou de gilete mesmo, acho incômodo ter que deixar os pelos maiorzinhos lá pra conseguir arrancar com a cera.
Finalizando, o que me inspirou esse post foi aquela iniciativa/tentativa que minha amiga Luana (musicmoon) teve há meses atrás de criar o blog “Coisas de mulherzinha”, bifurcando o blog dela pra falar dessas coisas mais de… “mulherzinha”. Depois ela decidiu unir tudo de novo no blog principal dela. E eu concordo. As pessoas são livres pra lerem apenas o que interessarem elas. Mas enfim, eu percebi como às vezes faz falta falar dessas coisas. Ainda mais eu, que dada a minha profissão, vivo num ambiente predominantemente masculino. É isso. Se tiverem sugestões para melhorar a casquinha da Rho ou qualquer consideração sobre esses assuntos, comentem!!





É, eu nunca fui ligada a essas coisas tmb. Sempre fui bastante “menininho”, mas chega uma hora que a gente percebe que cuidar da aparência não é só babaquice (até pq se fosse só babaquice não seria tão complicado, hahaha!!!)
1. Maquiagem: meu “todo dia” é algum corretivozinho em alguma espinha (mas espalhando bem, odeio ar de rebocado tmb) – sim, eu que nunca tive espinha até os 22 anos hoje sou cheias delas e de cravos tmb!!! -, um pozinho de leve (porque percebo muuuuito a diferença da minha pele antes dos 25 pra agora… antes pó não fazia diferença, agora faz bastante), um rímel (porque escondidos atrás dos meus óculos, meus olhos merecem um “cuidado”) e gloss ou batom colorido (conforme meu humor). Pra sair ou apresentar em palco acrescento uma sombra, um delineador preto em cima da pálpebra, perto dos cílios e um blush clarinho (e pouquinho).
2. Quanto aos sapatos, melissas baixinhas têm feito a minha felicidade ultimamente. Ou aqueles sapatênis prateados (tenho um) ou cinza, preto (alguma cor neutra). Uso esse tipo de tênis (que tem carinha de sapato) até com calça social e camisa, veja só.
3. Cabelo: é, o meu dilema. O mesmo. Eu só resolvi deixando extremamente comprido ou extremamente curto. Meio termo não rolou comigo nunca. Já pintei muuuuito o cabelo, quando quiseres dicas (começa pela henna, ok?) 🙂
4. Unhas: Eu só me pilho pra fazer desenhinhos (francesinha é algo que nunca me atrevi, acho que sou descoordenada demais!) quando tenho muito tempo e paciência. Normalmente só passo uma cor mesmo. E só peguei esse hábito/vício porque ele me faz parar de roer unhas (coisa que estava deixando meus dedos em carne viva sempre). Acho bem chatinho mesmo, mas depois tu começa a se divertir e achar legal 😛
5. Depilação: Odeio cera pras pernas. Sério. Não sei porque. E odeio ir a salão fazer essas coisas. No fim das contas, depois de tentar várias coisas, resolvi assim: comprei um satinelle (Philips) e faço com ele as pernas em casa. A virilha também (dói mais que as pernas mas dói menos que fazer no salão com cera, ao menos pra mim). Rosto faço com cera fria (tem folhinhas de cera fria pra rosto no mercado) em casa mesmo, de duas em duas semanas. E axila penso igual que tu. Me agonia deixar crescer (além do que, eu não POSSO deixar crescer, devido ao meu odor…:( )
Hmmm, comentário gigante, mas acho que é isso 😛
Beijo!