TOP 5 2016

Pois então.. 2016 está dando tchau. Mais um ano de blog semi-abandonado (ainda não rolou o compromisso sempre prometido aos finais de ano — neste ano não vou prometer nada e assumir este blog como um RELACIONAMENTO CASUAL 😛 ).

2016 foi um ano em que a maioria das pessoas, em seus desabafos nas redes sociais, considerou horrível e/ou catastrófico. De fato, foi um ano agitado e caótico em vários aspectos (econômico/político/midiático). Pessoalmente, eu achei 2016 bem  melhor que 2014/2015 (que foram um ano só pra mim, como descrevi neste post), mas é claro que eu desejo que os próximos anos sejam melhores, e já estamos trabalhando para isso 🙂

Vamos, então para o TOP 5 do ano. Não coloquei em ordem de importância, segui mais ou menos a ordem cronológica das coisas (tirando o  último item, que é mais “filosofante”).

Sem dúvidas, em disparado, a coisa mais maravilhosa do ano: virei titia da Amanda! <3


1. ” Oh, Canada..” O ano começou maravilhosamente gelado para mim (fugi do verão por alguns dias!! :)). Passei um pouco mais de 20 dias em Vancouver, Canadá, com um grupo de amigos queridos. Posso dizer que foi a minha primeira viagem de FÉRIAS DE VERDADE da minha vida adulta, desde que alcancei independência financeira. Foi a primeira viagem sem compromissos de trabalho ou Mestrado/Doutorado. Uma delícia!! Vancouver em si não é tão fria como outras partes do Canadá. Chove bastante, mas a temperatura ficava em torno de 10°C, facilitando nosso deslocamento a pé para os lugares. Nosso roteiro em si deveria ser escrito a parte, em outro post (que não vou prometer, hehe). Mas posso resumir minhas principais impressões aqui: cidade muito aconchegante, cheia de atrativos, comparável com as cidades grandes dos EUA que visitei (Philly, Pittsburg, NY, Boston, Minneapolis, etc). Maravilhosa sensação de SEGURANÇA ao sair nas ruas. Natureza apaixonante (com NEVE e ESQUILOS!), com uma infraestrutura de parques e estações de esqui de se tirar o fôlego (Stanley Park, Capilano, Grouse Mountain…). Visitamos também dois centros de estudos: a Vancouver Film School e o Centre of Digital Media, visando networking para colaborações e quem sabe algo mais no futuro <3. Foi também minha primeira experiência de usar o serviço de estadia do airbnb e foi excelente!!! Enfim, já QUERO VOLTAAAAR…!!!! <3

 

2. Virei titia! A notícia já tinha sido citada no meu Top 3 2015, mas o acontecimento mesmo foi dia 14 de março de 2016. Difícil descrever… minha irmã Janne e eu sempre fomos muito unidas (apesar de que sempre esquecemos de tirar foto juntas, então não vai ter por enquanto!!), então, mesmo tendo várias amigas que já viraram mamãe, essa coisa de acompanhar a gravidez da mana e virar titia com laços de sangue e dinda pela primeira vez foi, em disparado, a melhor coisa que me aconteceu em 2016. É fantástico, como de repente… uma pessoinha surge e TODO O AMOR DO MUNDO por ela nasce junto no teu coração <3 … É MUITO FORTE!!! Amanda é a coisa mais linda, doce, amada, carinhosa, com o cheirinho mais delicioso de queijo, amassável, mordível que conheci em toda a minha vida. E como tia e dinda, me sinto um pouco responsável pela vidinha dela, e podem ter certeza, que farei TUDO o que for possível para o bem dela. <3 Este pode ser o tópico mais curto em palavras, mas o que tem mais amor envolvido (faltam palavras). Também maneirei nas fotos para respeitar a privacidade da minha irmã, que é mais reservada no meio das internetes <3

3. Cuidei de mim (um recomeço…): aqui vou contar, em poucas palavras, sobre a tentativa de cumprir uma das principais metas que eu tinha para o ano, que é ser mais saudável. Bem, 2016 foi o ano em que eu efetivamente comecei a me reestruturar física e emocionalmente, depois de um longo período de episódios depressivos que se sucederam após minha volta dos EUA (2014), e término do Doutorado (2015), e que me acrescentaram vários quilos (vááários mesmo). Foi o ano que eu consegui, de fato, despertar e compreender que eu precisava de ajuda e, principalmente, tomar ATITUDES para melhorar/mudar e voltar a correr atrás dos meus SONHOS. Não vou dizer que tive sucesso completo, mas comecei a dar os primeiros passos. Comecei a ter acompanhamento de uma nutricionista e me exercitar com mais regularidade. Estou recém no início da trajetória, que ainda não está bem estabilizada (altos e baixos..). Em especial, neste fim de semestre, andei dando uma “degringolada” quando a correria começou a apertar (correções, notas, relatórios, eventos..). Mas estou consciente, e no tempo em que procurei seguir direitinho, saíram de mim 5kg dos MUITOS que precisam sair para que EU ME SINTA BEM (não estou falando nem tanto por estética, mas porque estes quilos a mais realmente me deixam mais lerda e indisposta fisicamente, causando frustrações no dia-a-dia). Em relação aos episódios depressivos, notei que essa mudança já me fez melhorar muito. Para 2017, ainda cogito ir a um psicólogo ou terapeuta para ter certeza de que estou ok, ou se preciso tratar também minha cabecinha linda. Em relação à minha autoestima e aparência, confesso que não tenho grandes incômodos (óbvio que todos temos dias de monstro), e minha grande diversão deste ano foi começar a brincar com tonalizantes de CORES FANTASIA no cabelo. Eles duram pouco mais de uma semana no meu cabelo, pois lavo todos os dias, mas tô adorando e já chegaram aqui em casa novas cores para 2017 🙂 Enfim, #projetoRoSaudavel2016 foi.. satisfatório (hehe) e eu tenho tentado registrar isso com selfies (nos últimos anos) para poder recordar minha trajetória de sucesso e auto-aceitação (um dia eu quero escrever um superpost sobre isso, mas não prometo para agora, ainda) e quem sabe, ajudar outras meninas a se sentirem bem com elas mesmas 🙂 YES I CAN! <3

4. Pokémon Go: me julguem, mas este jogo acertou em cheio meu coração <3  Talvez alguns aqui fiquem um pouco decepcionados com esta revelação: eu não “curtia” o universo Pokemón até jogar Pókemon Go. Infelizmente, durante meu final de infância (quando Pókemon bombou no Brasil eu já era pré-adolescente, apesar de certamente iria curtir), eu fui meio que “banida” de curtir Pókemon pela família, por questões religiosas 🙁 Mas hoje estou crescida e “desconstruída” o suficiente para entender e perdoar essas coisas. O que me fascinou, no início, foi a mecânica do jogo. Essa coisa de sair de casa, procurar os monstrinhos e colecioná-los (eu tenho o perfil de jogadora colecionadora). Também gosto de batalhar, mas completar a Pókedex procurando os bichos pelo mundo de verdade foi simplesmente uma das coisas mais divertidas que um jogo me proporcionou (falta 1 Pókemon pra completar a primeira geração, e no momento estou no level 31, o que é respeitável pela comunidade gamer ;)). Eu continuo sendo uma das mais focadas do meu grupo de amigos, desde o início do jogo. E sim, me encantei por toda arte e criatividade do universo Pókemon <3 Por que coloquei aqui no Top 5, junto com tantos assuntos “sérios”? Porque, a cada dia mais, como professora do curso de Desenvolvimento Jogos Digitais e  jogadora desde a infância, entendo que os games são coisas sérias. São influenciadores e podem ter impacto muito positivo na nossa vida, além de proporcionar diversão. No meu caso, posso dizer que teve impacto positivo até nos meus episódios depressivos, me fazendo sair de casa e passear por parques de Porto Alegre que eu nunca tinha pisado e caminhar muito mais que a minha média diária. Além disso, como cientista da Computação, adoro as tecnologias utilizadas no jogo (geolocalização e mesmo a realidade aumentada, que ainda é fraquinha). Por último, o jogo me permitiu conhecer novas pessoas, socializar e me aproximar mais dos meus alunos queridos <3

5. Cabelos brancos… mas nem tanto: este último tópico é mais filosofante. Sim, este ano foi o ano que mais encontrei cabelos brancos na minha cabeça (talvez uns 10 ao longo do ano hehehe), o que não é de se estranhar em uma pessoa de 34 anos. Mas tem principalmente a ver com a minha percepção de ser adulta. Sempre me considerei “dentro da curva” em maturidade. Para algumas coisas, serei eternamente criança, mas para outras, a vida já me cobrou cedo o senso de responsabilidade. Neste ano, talvez catalisado pelo nascimento da Amanda, talvez por todo processo de reflexão que me fez acordar para me reerguer, parece que certas coisas se tornaram muito mais simples de se lidar. Outras, se tornaram mais nebulosas. Na medida em que crescemos, a gente aprende que muitas das nossas certezas não estão certas. E que está tudo bem não saber de tudo, abrir-se a questionamentos. E que o melhor que podemos fazer é estar disposto a rever constantemente tudo o que sabemos, mesmo que seja aquilo que sempre fundamentou nossa vida. Quem me conhece (pessoalmente ou por ler este blog) sabe que eu nasci em família cristã evangélica e que continuo me considerando cristã (creio em Deus, creio em Jesus, por mais ilógico que pareça, muitas vezes). No entanto, eu sou uma pessoa que reconhece a RELIGIOSIDADE como uma das piores pragas da história da humanidade, e a grande propulsora da INTOLERÂNCIA humana, que eu combato veementemente. RELIGIOSIDADE é diferente de se ter uma vida de FÉ. E essas coisas, a medida que a gente cresce, vão se tornando mais claras, e ao mesmo tempo, nos entristecem muito. AMO de todo o coração meus amigos que pensam diferente de mim. A intolerância continua gerando conflitos e matando gente. Ao mesmo tempo, vemos que estamos numa era em que tem se conversado muito sobre  isso (o que muitas vezes gera mais conflitos). Espero que cada novo fio de cabelo branco me traga mais sabedoria para aprender (gosto do termo desconstruir, esvaziar-se), de maneira que eu possa ser alguém útil para ajudar essa gurizadinha nova a ter uma vida mais plena, livre e com AMOR <3

Enfim… 2016 foi isso 🙂 Vou deixar ainda algumas fotinhos de momentos gostosos.

UM FELIZ 2017 PRA TODOS NÓS!!!

RIP my little star <3 I’ll always love you..

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